Deveria existir (ou será que existe?) uma “vila” de nossas vidas, uma ruela, um beco ou um caminho da memória, por onde se ali volvêssemos, pudéssemos atravessar ruas da infância com suas velhas casas e casarões, suas praças, riachos de águas cantantes e cristalinas, fazendas com fogão à lenha que cozinham batatas, mandiocas e assam broas e rosquinhas.
Ah! Sentir o cheiro do mato puro, do orvalho fino das manhãs azuis, das flores em cada jardim e nos altares da Matriz.
Passear saudades entre as pessoas, hoje revestidas de ausência.
Rever encantos, ouvir silêncios e zumbidos, ruídos, não barulhos.
Virando a esquina, outra cidade, outra época, outro fascínio de menina.
E assim, a cada passo, rever e beber da saudade viva, o elemento sexto para fortificar a vida aqui, entre ruínas desse “nosso mundo”!
29-09-03 Heloísa Bittencourt

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