Recentemente tenho pensado muito em minha família... Assim descobri uma coisa interessante, os nomes que a gente recebe ao longo da vida.
Eu fui a FILHA de meus pais por muito tempo, tipo: ah! Essa é a filha da Geninha. Na adolescencia fui a IRMÃ de vários irmãos (sete homens). Quando me casei passei a ser conhecida como a ESPOSA do José Albertino. Meus amados filhos cresceram e virei MÃE da Grazielli e do Betinho, bem como a TIA de uma enormeeeeeeee lista de sobrinhos e sobrinhas, também muito queridos.Até aí tudo bem, foi sequencial, lento, me adaptei bem. Sempre adorei todos esses "nomes", é prazeiroso ser filha, irmã, tia e mãe. Fui tia, e ainda sou, por muito mais tempo e quantidade que qualquer outro paretensco. Adoro ser tia dos meus sobrinhos. Quando chegou meu primeiro neto, ah! Aí deu-se a confusão. Não por vaídade, não por tolos preconceitos, naõ. Foi delicioso ser avó, e o meu neto era um bebê bonito, muito esperto e doce. Estava já tão habituada a ser tia, que ser chamada de AVÓ foi um exercício e tanto pro meu cerébro. Quando ia pegar meu neto sempe dizia: vem com a titia, rs. Nimguém entendia, minha filha se enciumava. Mas ele, o meu neto, o primeiro de dois, achou uma fórmula de tornar tudo mais fácil, falou muito cedo, e me chamava PHOPHÓ, sim com esse som de PH!, Lindoooooooooooo, delicioso de se ouvir e eu me derretia.
Fui chamada, e o sou ainda de muitos outros nomes, a minha irmã Eliane, me chamava Didsa, meu sobrinho Hector de Alisha, algumas irmãs e cunhadas me chamam de Ló. Amigas e amigos tratam-me por Loló, Helô, Helôsinha, Bittencourt.
Tive outros... benzinho, meu bem, mulherzinha, amada, minha deusa, colorida, querida...
Uma profusão de nomes, uma única mulher, mas que de forma integral, sincera e generosa me desdobrei em cada uma dessas outras, e tentei cumprir meu papel.
Hoje acho que está quase concluído...