Como fogo, todo amor necessita combustível, assim como o fogo ele se alastra, contagia, cresce na medida em que encontra reciprocidade, energia, algo que se deixe abrasar, caso contrário, se extingue, vira cinzas.
O amor já existe, é seu, mora dentro de cada um de nós, ele não vem a nós, não surge quando você encontra o ser ou objeto para amar, ele se intensifica porque encontrou combustível, mas se não for correspondido, se o combustível encontrado não for suficiente, ele se recolherá novamente para dentro de você, até que encontre novo alvo. Assim, você só transfere o seu amor de um ser ou objeto amado a outro, crescendo ou decrescendo de intensidade, na medida da entrega de cada um dos pares envolvidos na chama.
Heloísa, 26-03-05

Oi Heloísa,
ResponderExcluirFiquei encantada com seus "escritos". Foi bom te ler outra vez. Me senti até andando pelos cômodos de um casarão antigo, que, com certeza, nunca vi. Parabéns, e vá em frente, amiga!